1 de dez de 2015

A PECUÁRIA COMO ATIVIDADE ESTABILIZADORA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

Maria Janiele Ferreira Coutinho1 
Maria Socorro de Souza Carneiro2 
Ricardo Loiola Edvan3 
Andréa Pereira Pinto2 
RESUMO 
A irregularidade pluviométrica é característica da região semiárida brasileira e provoca perda na produção agrícola ao longo dos anos, tanto pelas chuvas mal distribuídas entre anos e entre meses, quanto pela falta ou pelo excesso de chuva. O fato é que produzir culturas que necessitem de regularidade hídrica nesta região é tarefa difícil. Por exemplo, o plantio do milho de sequeiro acumula perdas na produção ano após ano, por ser uma planta que necessita de ambiente com chuvas regulares, devido sua fenologia. A pecuária por outro lado demonstra maior estabilidade em relação à falta de regularidade pluvial, pois se utilizam plantas e animais nativos ou adaptados e mesmo em anos com intensa irregularidade as perdas são reduzidas.
INTRODUÇÃO 
O semiárido brasileiro estende-se por aproximadamente um milhão de km2 , abrangendo a maior parte dos Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí e parte dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Vivem nessa região aproximadamente 21 milhões de pessoas, que representam 46% da população nordestina e 13% da população brasileira distribuídas em 1.162 municípios. O clima predominante na região semiárida nordestina brasileira é do tipo BSw’h’, conforme a classificação de Köppen, ou seja, tropical seco com a evaporação excedendo a precipitação, com ocorrência de pequenos períodos de chuvas sazonais (1). Devido principalmente a essas características ambientais, a agricultura de sequeiro acumula ao longo dos anos perda na produção e com isso prejuízos ao setor agrícola. O semiárido brasileiro tem e teve como principal política
pública a do assistencialismo que não soluciona o problema da região, pelo contrário, gera dependência governamental da população (2). Grande parte das políticas públicas para essa região foram implementadas de forma assistencialista, ou então, voltadas para as grandes obras de engenharia hidráulica, especialmente açudes, barragens e perfuração de poços que, quase sempre, obedeciam a critérios políticos ou de engenharia, pouco atendendo a determinantes sociais que complementassem o uso social dos recursos hídricos (3). A região semiárida caracteriza-se pela prática de uma pecuária extensiva paralela a uma exploração agrícola em seco. Explicando a importância econômica da pecuária no semiárido nordestino (4) afirmou que a pecuária é a prioridade dada pelos criadores na tentativa de salvação dos seus meios de subsistência em períodos de seca. Os animais criados possuem outras utilidades para o dia-a-dia das famílias, seja como complemento alimentar proveniente da produção de derivados animais ou do abate para consumo e/ou venda, seja como meio de transporte de pessoas ou de carga. Dessa forma, pretende-se com essa revisão discorrer sobre a pecuária como atividade estabilizadora, como forma de atenuar o impacto social e econômico do cultivo agrícola utilizado atualmente na região. 
Fatores climáticos 
Enquanto a temperatura, a radiação solar e os aportes de nutrientes nos ecossistemas do semiárido variam relativamente pouco no ano, à precipitação comumente ocorre em eventos descontínuos, em forma de pulsos de curta duração (5). Não é somente a seca que ocasiona problemas na região semiárida, o oposto que são as enxurradas, quando ocorrem, originam prejuízos em menor ou maior amplitude. Os fatores climáticos sempre
foram decisivos na produção de sequeiro, principalmente a precipitação pluviométrica, pois nesta atividade agrícola não existe fonte de água disponível como ocorre em áreas irrigadas. A ocorrência de baixas pluviosidades ou chuvas mal distribuídas acarreta decréscimo, ou até, perda completa da produção agrícola (6). Nas palavras de Celso Furtado “O tipo da atual economia da região semiárida é particularmente vulnerável a esse fenômeno das secas. Uma modificação na distribuição das chuvas ouredução no volume destas que impossibilite a agricultura de subsistência bastam para desorganizar toda a atividade econômica. A seca provoca, sobretudo, uma crise da agricultura de subsistência. Daí, suas características de calamidade social” (7). Apesar de antiga a citação do autor ainda prescreve nos dias atuais, pois pouca coisa mudou e todos os anos a irregularidade pluviométrica continua ocasionando prejuízos em maiores ou menores proporções. Esse fato preocupa, já que a agricultura de sequeiro é atividade predominante desse local, visto que, no ano de 2005 o estado do Ceará possuía 70.776 ha das áreas ocupadas pela agricultura irrigada (8) e 1.741.962 ha usados pela agricultura de sequeiro (9) que é formado principalmente por produtores com pequenas propriedades. A base da economia da região é a agricultura, de sequeiro ou irrigado, em certas áreas. Nas áreas de sequeiro, os riscos de prejuízos na colheita são grandes e aumentam nos períodos de seca. Nas áreas irrigadas existe o risco de salinizar o solo, devido à elevada evaporação existente na região (10). Celso Furtado em 1967 propôs que “A organização dessa unidade agropecuária típica, de nível de produtividade razoavelmente elevado e adaptado às condições ecológicas da região deveria constituir o objetivo central de toda política de desenvolvimento econômico para a região semiárida. Por mais importante que venha a ser a contribuição da grande açudagem e da irrigação para aumentar a resistência econômica da região, é perfeitamente claro que os benefícios dessas obras estarão circunscritos a uma fração das terras semiáridas do Nordeste” (7). 
Densidade demográfica no semiárido brasileiro 
Na região semiárida brasileira vivem aproximadamente 21 milhões de pessoas, que representam 27,9% da população brasileira, de acordo com IBGE (11) é o semiárido mais populoso do planeta, consistindo um problema para essa região, uma vez que é composta, na sua maior parte, por pequenas propriedades agrícolas. O Nordeste é a região brasileira que apresenta a menor área média por estabelecimento na agricultura familiar (12). Além disso, a região semiárida nordestina é apontada como uma região que apresenta uma estrutura histórica de concentração de renda, riquezas, água e terra. Neste contexto Lira et al. (13) expuseram que a estrutura fundiária do semiárido nordestino é marcada pela predominância de pequenas propriedades de base familiar, destacando-se que 77% estão entre 1 e 20 hectares. Diante do exposto, percebe-se a importância de estabelecer um sistema de produção correto para essas áreas onde as perdas sejam reduzidas e que a agricultura não dependa tanto dos fatores climáticos. Regiões que apresentam irregularidade climática existem em todo o planeta, mas nem por esse motivo deixam de ser importantes polos agrícolas e produtivos para seu país. O deserto norte-americano abriga estados economicamente fortes, alguns deles, como a Califórnia, com significativa participação da agricultura na geração de riquezas. Exemplo de sucesso ocorre também na Espanha e na Austrália, dentre outros. O que devemos fazer é aprender a conviver neste ambiente e não tentar modificá-lo demasiadamente (14). O menor crescimento do setor agropecuário nordestino brasileiro em comparação com o nacional se explica pelo desempenho inferior de sua lavoura temporária, bastante afetada pela falta de chuvas no período crítico para o crescimento das culturas. As chuvas ocorrem fora do período adequado, o que provoca a seca verde em alguns estados nordestinos. Essa Região é
bastante afetada por problemas climáticos, com a incidência de pouca chuva e em período fora do previsto, afetando principalmente as lavouras temporárias. Os estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte foram os mais afetados no ano de 2009, com declínio de produção de 53,6%, 40,4% e 32,4%, respectivamente (15).

Políticas de assistencialismo 
O quadro político e institucional no semiárido nordestino não mudou o bastante para que se

4 de nov de 2015

Plantio e uso da palma forrageira na alimentação de bovinos leiteiros no semiárido brasileiro



André Luis Alves Neves
Luiz Gustavo Ribeiro Pereira
Rafael Dantas dos Santos
Tadeu Vinhas Voltolini
Gherman Garcia Leal de Araújo
Salete Alves de Moraes
Alex Santos Lustosa de Aragão
Cleber Thiago Ferreira Costa 
Introdução
A bovinocultura leiteira é uma atividade fundamental para o desenvolvimento social e econômico do semiárido brasileiro. No entanto, essa região passa anualmente por prolongadas secas com escassez de forragens na maior parte do ano, comprometendo assim o desempenho dos animais e até mesmo a viabilidade dos empreendimentos rurais.
Esse período é caracterizado pela sazonalidade, que afeta diretamente os produtores pela redução de sua receita na época da entressafra devido à queda do volume de leite, ao mesmo tempo em que eleva os custos de produção, seja pela necessidade de oferecer ao gado volumoso suplementar, seja pelo maior uso de concentrados e o maior gasto com mão-de-obra (ZOCCAL & CARNEIRO, 2008).
Considerando que a alimentação representa de 40 a 60% das despesas do setor de produção de leite, uma opção viável para enfrentar estas limitações, seria o uso de alternativas forrageiras adaptadas às condições semiáridas, como a palma.
Este recurso alimentar apresenta-se como alternativa estratégica para as regiões áridas e semiáridas do nordeste brasileiro, já que é uma cultura que apresenta aspecto fisiológico especial quanto à absorção, aproveitamento e perda de água, suportando prolongados períodos de estiagem.
O bom rendimento dessa cultura está climaticamente relacionado a áreas com 400 a 800 mm anuais de chuva, umidade relativa acima de 40% (Viana, 1969) e temperatura diurna/ noturna de 25 a 15 ºC (Nobel, 1995).
O objetivo deste comunicado é trazer informações técnicas sobre as principais cultivares, plantio e uso da palma na alimentação de bovinos leiteiros. No final do documento serão apresentadas simulações de dimensionamento da área de um palmal e de dietas formuladas a base de palma forrageira para vacas em lactação.
Cultivares
As cultivares de palma forrageira mais difundidas no Nordeste são a Redonda, a Gigante e a Miúda. Sendo que a Redonda e Gigante (Opuntia ficus-indica) são reconhecidamente mais resistentes à seca e maisprodutivas e, por esses motivos, são as mais cultivadas.
A Orelha de Elefante (Mexicana e Africana), por sua vez, é um clone importado e encontra-se em fase de testes para avaliação de seu desempenho agronômico. Apresentam espinhos, o que dificulta seumanejo como forrageira, no entanto, essa característica, apesar de ser indesejável na alimentação animal, garante a este material maior resistência à seca, uma vez que os espinhos servem para reduzir a temperatura do caule durante o dia e sua presença diminui também a captação de luz pelas raquetes (Nobel, 1983).
A Miúda e Orelha de Elefante têm resistência à cochonilha-do-carmim Dactylopius sp., enquanto que a Redonda e Gigante são suscetíveis (Vasconcelos et al., 2009).
Preparo de solo e adubação
É recomendada a aração, passagem de subsolador, gradagem e abertura dos sulcos semelhante ao preparo de culturas convencionais. A profundidade dos sulcos deve ser de aproximadamente 20 cm (Albuquerque e Santos, 2005).
A palma forrageira, por apresentar elevada produção de matéria seca por área, exige fertilizações no plantio e de manutenção para a reposição dos nutrientes do solo. A necessidade de calagem, adubação nitrogenada, fosfatada e potássica devem ser de acordo com a necessidade e produção desejada.
No plantio adensado e/ou não adensado, recomenda-se a aplicação de 20 toneladas de esterco curtido nos sulcos, o equivalente a 200 kg de nitrogênio por hectare.
Em plantios adensados de palma forrageira, os cuidados com os tratos culturais e adubações devem ser mais rigorosos, pois nesse caso há um aumento considerável no número de plantas por área, aumentando a extração de nutrientes, e por isso a necessidade de maior reposição dos mesmos.
Tipo de raquete, modo e época de plantio
As raquetes para o plantio devem ser grandes e sadias, sem qualquer mancha e que já tenham atingido seu pleno desenvolvimento. Elas já devem ter emitido ou devem estar próximas de emitirem seus brotos. As raquetes com dois a três anos de idade são as mais adequadas para o plantio. A posição da raquete aparentemente não exerce efeito
na implantação e produção, entretanto, cuidados devem ser tomados no sentido de evitar o plantio na direção predominante do vento a fim de reduzir quedas das raquetes (Albuquerque, 2000).
Deve ser plantada pelo menos um mês antes do início da estação chuvosa. Antes do plantio, as raquetes deverão permanecer por 15 dias na sombrapara que seque a superfície do corte, depois deste período poderão ser enterradas pela metade ou 2/3, favorecendo o desenvolvimento do sistema radicular (Albuquerque e Santos, 2005).
Espaçamentos
Na região Nordeste, o espaçamento predominante no cultivo da palma é o de 1 m entrelinhas. No espaçamento 2 x 1 m, a densidade de plantio é de 5.000 plantas/ha, ao passo que usando 1 x 0,25 m, a densidade de plantas na área é oito vezes maior, ou seja, 40.000 plantas/ha. Atualmente tem sido recomendados espaçamentos de 1,60 m entre linhas e 20 cm entre raquetes (com aproximadamente 31.000 plantas) para facilitar os tratos culturais e colheita no interior do palmal (Figura 1).

Plantios mais adensados vêm sendo difundidos no Nordeste (mais de 60.000 plantas/ha). Este tipo de plantio deve ser evitado nas regiões ondeexiste incidência da cochonilha do Carmim, pois podem garantir a permanência de esconderijos para a praga e facilitar a infestação da cultura.
Os plantios adensados não devem ser implantados em locais de solo raso e de baixa fertilidade (Figura 1).
Em regiões onde o plantio adensado se aplica, a distância entre as linhas deve ser de 1,80m para as variedades de raquetes grandes (gigante, IPA 20, redonda) e de 1,40m para a palma miúda, permitindo o trânsito entre as linhas, possibilitando o monitoramento de possíveis ocorrências de pragas,
doenças, facilitando a aplicação de produtos fitossanitários e tratos culturais. Já as distâncias entre as raquetes podem variar de 9 a 25 cm, dependendo da população de planta desejada. Os plantios adensados têm maior dependência de insumos externos (adubos químicos e corretivos) e sempre que este sistema de plantio for adotado (Figura 1).
A escolha da forma de plantio deve sempre levar em conta as condições de clima e solo, a finalidade do plantio, os recursos disponíveis e o custo benefício. A assessoria de um técnico capacitado é importante para a tomada de decisão mais acertada.
Uso da palma forrageira na alimentação de bovinos leiteiros
A palma forrageira constitui a base da alimentação do gado de leite nas bacias leiteiras do nordeste brasileiro, sendo excelente fonte de energia, rica em carboidratos não-fibrosos (61,79%) e nutrientes digestíveis totais (62%). Porém, apresenta baixos teores de matéria seca (11,7%), proteína bruta (4,8%), fibra em detergente neutro - FDN (26,87%), fibra em detergente ácido - FDA (18,9%) e teores consideráveis de matéria mineral (12,04%).
Dessa forma, recomenda-se sua associação a fontes protéicas e outros volumosos visando corrigir os baixos teores de proteína bruta e fibra em detergente neutro, evitando distúrbios metabólicos, como a diminuição da ruminação e redução nos teores de gordura no leite.
É possível utilizar até 60% de palma na matéria seca da dieta associada a 25% de fonte de fibra e 15% de concentrado, desde que sejam respeitados os limites mínimos de 25-28% de FDN e máximo de 40-44% de carboidratos não-fibrosos. É importante que na composição das dietas seja utilizada uréia e forrageiras com elevado teor de proteína bruta. Assim, podem ser alcançadas relações de kg de concentrado/kg de leite de 1:5, 1:6 e até 1:7.
Em razão do baixo teor de matéria seca da palma forrageira, dietas para vacas em lactação com alta proporção desse volumoso possuem elevada concentração de umidade, o que é vantagem para regiões semiáridas, onde a escassez hídrica é um fator limitante para os sistemas de produção de leite.
Formas de fornecimento
Apesar da necessidade de

7 de out de 2015

Quando a solução não cai do céu







Por Ana Karla Farias em 06/10/2015 na edição 871 
Observatório da Imprensa http://observatoriodaimprensa.com.br/


Ana Karla Farias
“Esperamos que a solução para esse problema chegue: a chuva”, comentou a apresentadora de um telejornal local que registra elevados índice de audiência e alcance público. Junto ao comentário tecido, urge a indagação, que de certo, a maioria do público receptor de tal mensagem midiática, por apresentar um perfil simplório, não tenha refletido: Por que o jornalismo, que é uma atividade de responsabilidade social e que deve defender os direitos do cidadão, segundo apregoa o código deontológico da categoria, corrobora a perpetuação de que a crise hídrica no Nordeste brasileiro é culpa de São Pedro?
A seca no semiárido do país é um fenômeno natural periódico que assola a população, sobretudo, a mais carente de recursos, desde tempos remotos. A escritora Rachel de Queiroz, em sua obra, intitulada O quinze, já retratava os efeitos atrozes da escassez hídrica, de 1915. Tantos anos decorreram, de lá para cá, mas o cenário é o mesmo, e ao contrário do que a cobertura jornalística da imprensa potiguar prevê, não se trata de um castigo ou de “pirraças” de Deus. A solução para contornar a seca, definitivamente não vai cair do céu, pois está em políticas públicas que nunca se materializam.
A crise hídrica na região Nordeste já deveria ter sido amenizada com medidas tais como o monitoramento do regime de chuvas e implantação de técnicas próprias para regiões com escassez hídrica ou projetos de irrigação e açudes, além de outras alternativas. Já é sabido que em países como os Estados Unidos (EUA), mais precisamente na Califórnia, onde chove sete vezes menos do que no polígono da seca, é possível cultivar áreas imensas. Já no deserto de Negev, em Israel, consegue-se manter um padrão de vida razoável. Lá chove em média 300 milímetros por ano; no semiárido nordestino, por sua vez, chove 600 milímetros média.

O jornalismo de serviço e de utilidade pública, mesmo pautando temáticas sociais como a problemática da seca, de grande repercussão no cotidiano da população, tem paradoxalmente fomentado um desserviço à sociedade, cristalizando a mentalidade já tão arraigada de que o povo castigado pela escassez hídrica deve tão-somente esperar resignados que a solução lhe venha do céu, literalmente. Fato que só propicia uma verdadeira inércia pensante por parte dos cidadãos, que ouvem da grande imprensa (importante formadora de opinião), a lição de perpetuar a passividade diante da omissão do poder público concernente a um problema social tão urgente e tratado com descaso, fechando-se os olhos, empurrando para debaixo do tapete. Afinal, a indústria da seca é rentável para a classe política, que se aproveita da tragédia da crise hídrica.
À população parece restarem duas alternativas – ou se redobram as preces a São José ou se acredita na representação cômica e trágica da grande imprensa e dos nossos governantes.




 

Pensamento do mês

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