28 de fev de 2012

Bahia Red Sindhi divulga o livro “Sindi o gado vermelho dos trópicos”.


            Sempre empenhados em divulgar o Sindi na Bahia os pecuaristas José Caetano e Cezar Mastolorenzo divulgam o livro do escritor Rinaldo dos Santos na Bahia.
Sérgio Vilas-Boas na Fazenda Carnaúba
de Manoel Dantas Villar. Antiga paixão pelo Sindi.

           Alguns exemplares foram adquiridos junto a ABCSINDI e doados a pessoas que contribuem voluntariamente para divulgar a raça Sindi na Bahia. Entre essas pessoas não poderíamos deixar de citar com honras o nome do pecuarista Sérgio Vilas-Boas. Sérgio é criador de Guzerá e Nelore, mas se confessa apaixonado pelo Sindi. É também professor, consultor e pesquisador nas áreas de recursos naturais, economia agrária e meio ambiente.

O Presidente do Sindicato dos Produtores de Ipirá , José Caetano (e),
acompanhado pelo secretário da ABCSINDI Cezar Mastrolorenzo (d)
entregam o livro para o Professor Sérgio Vilas-Boas (centro).
           Dr. Manoel Dantas Villar, mais conhecido com Dr. Manelito, em uma conversa informal na sua fazenda em Taperoá na Paraíba, fez um comentário que jamais esqueceremos. Disse ele: “O sindi não tem criadores o Sindi tem torcedores” e de fato podemos constatar isso no dia a dia de nosso trabalho com a raça. Por onde o Sindi passa deixa um rastro de amizades e companheirismo. Foi assim quando em sua primeira exposição oficial da raça na Bahia a comitiva de apenas três novilhas foi a única a ser aplaudida, e é assim no trabalho voluntário de pessoas como o nosso querido amigo Sérgio.

         Poderíamos citar aqui mais alguns colaboradores a quem muito devemos nesta tarefa de divulgar o Sindi pelos sertões baianos mas, o nosso intuito neste momento é apenas de registrar nossa gratidão a este criador de Guzerá e Nelore que com toda certeza cria o Sindi em seu coração.
Da esquerda para direita, Marco Navarro (Girolandista),
José Caetano, Cezar Mastrolorenzo e Sérgio Vilas-Boas
durante a Expofeira 2011.

        Ao Sérgio e tantos outros que colaboram com a divulgação do Sindi e da BRS o nosso muito obrigado.

Bahia Red Sindhi.

19 de fev de 2012

SINDI : GENÉTICA MILENAR

Sindi X Nelore
         Recentemente fui perguntado por um produtor amigo meu sobre o porque da minha opção em criar o Sindi puro , mais conhecido como PO (puro de origem).  A princípio esbocei uma resposta meio que pronta, disse-lhe que tinha uma paixão pelo Sindi desde que conheci os primeiros animais na EMEPA  na Paraíba e que tinha em mente melhorar a genética de meu rebanho, antes mestiço, optando por rusticidade e dupla aptidão.
        Depois pensando melhor me deparei com a seguinte dúvida: Qual a verdadeira vocação do Sindi? Evidentemente que para existirem animais puros que possam ser criados com o objetivo de utilizá-los nos cruzamentos com outras raças e até mesmo com animais ditos “comuns” tem que existir os rebanhos puros e destinados a esse propósito. Mas muitas vezes para atingir determinados propósitos como meio de produção viabilizando determinados empreendimentos agro-pastoris  creio que nem sempre a alternativa PO é  a melhor solução.

Sindi X Pardo Suiço
      Entre os maiores exemplos de cruzamentos bem sucedidos do Sindi estão os cruzamentos do Sindi com o nelore, objetivando rusticidade e leite para o bezerro e o Sindi com o Jersey , holandês ou o Pardo Suiço, aumentando a rusticidade e o leite comercial. Em regiões menos adversas e que se tem a possibilidade de um arraçoamento no cocho , ou seja uma suplementação alimentar, cruzamentos do Sindi com animais de raças européias destinadas a produção de leite comercial tem sido uma excelente alternativa.  Vale observar o cruzamento do holandês com o Gir, formando o girolando, resultado com enorme poder de produção leiteira aliada a rusticidade de um zebuíno.
     Portanto , penso que poderia eu criar um gado que fosse resultado do cruzamento do Sindi com o Jersey, já que meu objetivo maior é a produção leiteira e aumento da rusticidade, mas penso também que se não houvessem  os determinados e apaixonados criadores de raças puras e que preservassem a genética original de seus rebanhos , esta genética se perderia entre tantos cruzamentos e o prejuízo
para  a nossa pecuária seria imensurável.
Sindi X Jersey
    Mais do que isso, tentar preservar a genética milenar de uma raça, criando-a sem misturas internas ou seja, a preservando exatamente igual como ela se encontrava no seu país de origem. E não tentando , como muitos, reconstruir a raça fazendo “enxertos” de outras raças para simplesmente “melhorar” a raça com o propósito de obter resultados comerciais mais satisfatórios. Muitas vezes na ânsia de se obter melhoramentos genéticos de uma raça, trilhamos um caminho sem volta perdendo um inestimável material genético resultado de uma seleção natural de centenas de anos.

   Sendo assim, respondendo melhor ao questionamento de meu amigo, criamos o Sindi PO com o objetivo de preservar e transmitir a genética milenar para que outros possam utilizá-la de acordo com suas necessidades obtendo assim o melhor aproveitamento possível de acordo com a sua necessidade e realidade regional.

Cezar Mastrolorenzo, 
é produtor no semi-árido baiano 
e Secretário da  ABCSINDI.

5 de fev de 2012

ATÉ QUANDO ?

 
Bilhões de bocas
estão ávidas por proteína.
          Nas minhas andanças pelo sertão, procuro fazer uma avaliação do que vejo. Não de maneira sistemática e distante de de observador ou técnico  mas sim, tentando viver o dia a dia daquele local.  Visito fazendas de diferentes modelos. Algumas super equipadas  com utilização de tecnologia de ponta, e outras, a grande maioria,  mantem ainda um manejo natural, até primitivo.


        Quando me refiro a manejo natural, entenda-se  àquele manejo das propriedades que têm os  seu dia a dia regido pela natureza. Bezerros desmamam ao pé da vaca, não há controle de monta, pastagens são nativas , não se utilizam vermífugos , defensivos, e muitas vezes nem vacinas. Sempre me pergunto como podem as coisas funcionarem dentro destes parâmetros de manejo. E pasmem, funcionam.


Será que esta criança quer saber se o alimento que
lhe falta é organico ou não?
          No novo mundo globalizado as propriedades com falta de manejo estão caminhando para o abismo. A utilização da tecnologia e da informação está estreitamente ligada ao aumento de produção e renda. Não há problema nenhum em utilizar um produto agroquímico desde que na dose indicada e na forma adequada. Os Estados Unidos usam duas vezes mais defensivos que o Brasil. A Europa consome três vezes mais, e o Japão consome dez vezes mais agroquímicos em uma cultura de arroz que o Brasil! 


        De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) , caso não existissem esses produtos, haveria uma perda de até 40% da produção agrícola mundial. Começaria a faltar alimentos nas prateleiras dos supermercados. No caso Europeu, a neve proporciona um descanso para o solo e mesmo assim consomem três vezes mais defensivos agrícolas que o Brasil.


Vamos condenar a morte estas crianças?
          Como vemos seria impossível produzir alimentos no mundo moderno sem o uso dos agroquímicos porém, é preciso investimento público e privado para dar treinamento aos produtores para que fossem disseminados os procedimentos corretos nas aplicações dos defensivos agrícolas.


         Com um bilhão de famintos no mundo, os produtores brasileiros serão responsáveis em ser os maiores fornecedores de alimentos, fibras e energia do mundo até 2030 e, para que isso ocorra se faz necessário ampliar o acesso a tecnologia, ao crédito e ao mercado. Sabemos que a pecuária atualmente concorre com a agricultura e que as melhores terras serão reservadas para culturas nobres . O semi-árido então poderá despontar como uma boa alternativa para produção de carne e leite, suprindo os mercados regionais e exportando o excedente.


Será que o que vai fazer mal a estas crianças
foi a utilização de defensivos agrícolas?
          Eu poderia aqui fazer mais um discurso bonito sobre a pecuária ecológica, boi orgânico e outros modismos que agradam aos ouvidos mas, na verdade é que seria muito difícil sustentar as bilhões de bocas que estão ávidas por proteína animal sem a utilização correta de defensivos agrícolas aliadas as novas técnicas de manejo e a utilização de uma sofisticada mecanização.


        Precisamos não ter medo do avanço da tecnologia. A opinião pública, muitas vezes manipulada por ONGs  mal intencionadas e por algumas reportagens de

Pensamento do mês

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